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"Sinto muito" é sobre o sofrimento em geral, sobre a dor, seguida de perda, seguida de dor. Entristece o coração, mas recompensa-o grandemente, tornando-o mais leve e melhor. Nuno Lobo Antunes pretende, com bom propósito e bons resultados, deixar que o seu coração se pronuncie, que se liberte a sua voz, que seja conhecida a sua humanidade. E, na verdade, a alma fala. Há no médico, o desejo de ser santo, de ser maior. Mas, na sua memória, transporta, como um fardo, olhares, sons, cheiros e tudo o que o lembra de ser menor e imperfeito.
Nuno Lobo Antunes, conta-nos que "Este é um Livro de Confissões". Confissões de quem agradece de corpo e alma a todos os doentes o tanto que lhe ensinaram. Declaro, que senti a intensidade impressa nas suas histórias feitas de palavras fortes, bonitas e sensíveis..." O amor como razão de ser e de viver " no dia a dia de um homem, que escolheu como profissão a Neurologia Pediátrica Oncológica. O lado Humano para além do lado profissional...sinto muito...também é o luto...
3 comentários:
Tu perguntas e eu não sei,
Eu também não sei o que é o mar.
É talvez uma lágrima caída dos meus olhos
Ao reler uma carta, quando é de noite.
Os teus dentes, talvez os teus dentes,
Miudos, brancos dentes, sejam o mar,
Um mar pequeno e meu,
Afável, Diáfano,
E contudo só música distante"
Eugénio de Andrade
Tu perguntas e eu não sei,
Eu também não sei o que é o mar.
É talvez uma lágrima caída dos meus olhos
Ao reler uma carta, quando é de noite.
Os teus dentes, talvez os teus dentes,
Miudos, brancos dentes, sejam o mar,
Um mar pequeno e meu,
Afável, Diáfano,
E contudo só música distante"
Eugénio de Andrade
Tu perguntas e eu não sei,
Eu também não sei o que é o mar.
É talvez uma lágrima caída dos meus olhos
Ao reler uma carta, quando é de noite.
Os teus dentes, talvez os teus dentes,
Miudos, brancos dentes, sejam o mar,
Um mar pequeno e meu,
Afável, Diáfano,
E contudo só música distante"
Eugénio de Andrade
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