quinta-feira, 26 de março de 2009
"DE UM PROFESSORZECO", COMO CHEGAR A UM ALUNO....
De um “professorzeco”
Olá, sou professor desde 1993.
Nessa altura, ensinar e fazer parte do corpo docente era um privilégio. O lema era motivar para transmitir conhecimentos. As reuniões ocorriam para delinear estratégias comuns, planear actividades, procurar novas formas de cativar o aluno para a nossa disciplina, etc; as idas para a escola / trabalho faziam-se com agrado, entusiasmo e focagem nas actividades lectivas; as reuniões de final de período representavam um marco na avaliação dos alunos; as pausas lectivas constituíam um momento essencial para a reposição de energias; a qualidade de Director de Turma era encarada como um elemento fundamental para se chegar aos Encarregados de Educação.
Com muita alegria, conheci o tempo da responsabilidade conjunta (professor/alunos, professsor/professor e alunos/alunos).
Com muito pesar, nada disto hoje se verifica. As reuniões multiplicam-se para discutir o supérfluo, como acontece nas reuniões intercalares. As actividades são mais do que muitas e quase sempre desprovidas de proveito para a disciplina visada. A motivação do aluno é hoje uma prioridade da escola e não da área disciplinar. O percurso que se faz a caminho da escola tornou-se um suplício. A vida familiar fica para trás. As reuniões de avaliação de final de período mais não são do que uma mera formalidade burocrática do faz de conta. As justificações, um imperativo. Pausa lectiva, para quê senão preenchê-las com mais reuniões. O papel do Director de Turma passou a ser um cargo preterido.
Com profunda tristeza, vivo profissionalmente angustiado com tudo o que se passa, talvez por ter conhecido o tempo das “vacas gordas”.
Com lamento, terei provavelmente desperdiçado o meu tempo e capacidade para me tornar professor quando poderia ter canalizado as minhas qualidades para outra área. Com profundo desgosto, vejo-me a cada ano lectivo que passa, relegar para segunda, terceira, ou mesma última prioridade, a realidade escolar que é a minha profissional.
Com grande apreensão, dou comigo a definhar a cada dia que tenho de me deslocar para a escola.
Com imensa consternação, sou classificado, por quem deveria zelar pelo meu bem estar, de “professorzeco”.
Com (ainda) orgulho, sou professor.
P.S. Fui aluna antes de ele ser "professorzeco" e ainda lembro das conversas trocadas com os meus pofessores, das confidencias e por vezes de no final do dia irmos tomar um café. Será isto hoje possivel? Será hoje possivel o aluno chegar ao professor ou o professor ao aluno???
Como se detetam certos casos que ocorrem extra escola e que estando o aluno no "armazém" escola , não havendo qualquer relação podem ser detetados? Que começa a falhar aqui? Muito tempo nas escolas ,mas ao abandono, porque tomara o professor ter tempo para reuniões e preparação de aula cujo tempo não chega. Que futuro??? Mas temos de ser os melhores e os professores uns computadores de despejar matéria.... ok somos robots???? Neste momento a unica coisa importante é sermos os melhores , sentimentos ZERO, problemas ZERO, escola com casos problemáticos vamos chegar a ZERO.
Um dia ainda hei-de descobrir a escola modelo em que tudo é ZERO excepto as notas... essas seraõ 20...
BruxinhaMa
Olá, sou professor desde 1993.
Nessa altura, ensinar e fazer parte do corpo docente era um privilégio. O lema era motivar para transmitir conhecimentos. As reuniões ocorriam para delinear estratégias comuns, planear actividades, procurar novas formas de cativar o aluno para a nossa disciplina, etc; as idas para a escola / trabalho faziam-se com agrado, entusiasmo e focagem nas actividades lectivas; as reuniões de final de período representavam um marco na avaliação dos alunos; as pausas lectivas constituíam um momento essencial para a reposição de energias; a qualidade de Director de Turma era encarada como um elemento fundamental para se chegar aos Encarregados de Educação.
Com muita alegria, conheci o tempo da responsabilidade conjunta (professor/alunos, professsor/professor e alunos/alunos).
Com muito pesar, nada disto hoje se verifica. As reuniões multiplicam-se para discutir o supérfluo, como acontece nas reuniões intercalares. As actividades são mais do que muitas e quase sempre desprovidas de proveito para a disciplina visada. A motivação do aluno é hoje uma prioridade da escola e não da área disciplinar. O percurso que se faz a caminho da escola tornou-se um suplício. A vida familiar fica para trás. As reuniões de avaliação de final de período mais não são do que uma mera formalidade burocrática do faz de conta. As justificações, um imperativo. Pausa lectiva, para quê senão preenchê-las com mais reuniões. O papel do Director de Turma passou a ser um cargo preterido.
Com profunda tristeza, vivo profissionalmente angustiado com tudo o que se passa, talvez por ter conhecido o tempo das “vacas gordas”.
Com lamento, terei provavelmente desperdiçado o meu tempo e capacidade para me tornar professor quando poderia ter canalizado as minhas qualidades para outra área. Com profundo desgosto, vejo-me a cada ano lectivo que passa, relegar para segunda, terceira, ou mesma última prioridade, a realidade escolar que é a minha profissional.
Com grande apreensão, dou comigo a definhar a cada dia que tenho de me deslocar para a escola.
Com imensa consternação, sou classificado, por quem deveria zelar pelo meu bem estar, de “professorzeco”.
Com (ainda) orgulho, sou professor.
P.S. Fui aluna antes de ele ser "professorzeco" e ainda lembro das conversas trocadas com os meus pofessores, das confidencias e por vezes de no final do dia irmos tomar um café. Será isto hoje possivel? Será hoje possivel o aluno chegar ao professor ou o professor ao aluno???
Como se detetam certos casos que ocorrem extra escola e que estando o aluno no "armazém" escola , não havendo qualquer relação podem ser detetados? Que começa a falhar aqui? Muito tempo nas escolas ,mas ao abandono, porque tomara o professor ter tempo para reuniões e preparação de aula cujo tempo não chega. Que futuro??? Mas temos de ser os melhores e os professores uns computadores de despejar matéria.... ok somos robots???? Neste momento a unica coisa importante é sermos os melhores , sentimentos ZERO, problemas ZERO, escola com casos problemáticos vamos chegar a ZERO.
Um dia ainda hei-de descobrir a escola modelo em que tudo é ZERO excepto as notas... essas seraõ 20...
BruxinhaMa
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1 comentário:
Como em tudo na vida havera bos e maus rofissionais asim como havera motivados e desmotivados havera os que ladrao e deixaram a caravana passar e havera aqueles que simplesmente fazem acontecer axo piada aos "professorecos" que reclamam de serem avaliados os outros nao o são constamtemente? e em vez de motivarem os alunos a estudar e se preocupam a motiva-los para virem fazer barulho contra as aulas de substituição.
Sim de facto tenho de concordar consigo num ponto voces estao mal habituados, trabalhem mais ensinem mais e reclamem menos
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